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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

kangosta vellha. André Teodósio e a (in)fortuna do duplipensar


André Teodósio e a (in)fortuna do duplipensar

 “Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitectadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da Democracia e que o Partido era o guardião da Democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a subtileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de Hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra "duplipensar" era necessário usar o duplipensar.” Orwell – 1984
André Teodósio escondendo em si mesmo o ninho de ratos, inclui o estrangeiro que nascerá refém do berço de ouro da mesmice normativa, grande Outro epidémico, alteridade dinamite, a vingança genética do destino. Ao duplipensar as crimideias que revelam a biopolítica do homo sacer, André renasce super-homem-bomba, aí onde o Outro e a identidade se anulam. Ser ou não ser... será mesmo esta a questão? Não chega desmascarar a dimensão do ser como identidade edificada sobre protocolos culturais e idiomáticos, que se distingue do não-ontológico, de tudo aquilo que, fora do espartilho, se afirma como real, tal como fez Deleuze. Por vezes, o diferente e informe irrompe no interior da esfera ôntica, indistinto buraco negro de que nem a luz se livra. Quando os deuses querem, o anarquista nasce coroado imperador, e Heliogábalo tem que criar o máximo de contaminação pelo seu comportamento magnífico, indirectamente regicida. A particular arrumação simbólica do não-ser procura introduzir a diferença na tópica da alteridade subjectiva, proceder à sua tradução para o nosso dialecto, para as formas gramaticais conhecidas, ou colonizar o seu território semântico virgem, destruir e reconstituir parecido, mas nunca igual, impedir a sua fusão, a multiplicidade indizível, descriminar por nomeação, inventariar, cristalizar, solidificar para anular e abater, destilar e manipular para renascer transgénica como satisfizer. Eis que a tradução é traição e enfia constantemente o Outro nas suas botas ortopédicas. Uma dessas ortopedias é o sistema artístico climatizado do capitalismo tardio, campo de concentração galante, em que subjaz o travesti inclusivo, aglomerado aberrante e politicamente correcto, claramente inofensivo, síndrome de Estocolmo, mimésis da disparidade, ingénuo na sua recriação e encenação do multicultural, deficiente perante o confronto de bolhas idiomáticas institucionais, anacrónico e giro. Sentimos no discurso artístico o falar que pouco diz que se perceba, ou que altere o mundo, quanto muito coincide com este de forma arbitrária, instala a confusão de significados, o trocadilho irónico, ou o cansaço. A imaginação perde liquidez e coagula como imaginário cego, e o idioma imaginário é a antítese da língua fluida que escapa do aquário normativo. O idioma da arte já não serve, é novilíngua extrema, traduzida como melhor convém à sociedade maquilhada, onde as casas são construída de chocolate e as ruas colchas de maçapão em croché. A dimensão cultural é sempre regida pela imposição da biopolítica da linguagem. A domesticação do Outro, como se sabe, tem origem na capacidade de lhe conferir nome e propriedade, impor e legitimar os predicados, as regras da escrita que enformam o pensamento. Esta agressão de rapina pode ser declarada, jurídica, marcial, erótica ou então, camuflada pelas indulgências do universalismo humanista ou da generosidade acolhedora, mas é sempre esta topologia colonial totalitária que delimita e espelha a cultura, e é, por analogia inversa, a causa da centralidade excêntrica. Na cultura normativa da alteridade, logocentrismo da diferença, que alguns chamam altermodernismo, ocorre o cruzamento secreto em que se procria o híbrido sintético, o aborto proveta inclusivo, que nem chega a ser a monstruosidade do demonstrável. Já estamos cientes que a biopolítica, com todo o seu aparelho de reformatação do campo biológico, tem como missão arquitectar o parque humano que nada exclui, totalitário conservatório de espécies mortas, embebidas em formol. O sistema que se impôs como protector da diferença também acaba por exercer a extinção das espécies. O flautista democrático de Hamelin, já não é o genocida directo descarado e bruto de antanho, é belo, tem entoações inebriantes, fascinantes, agrada a todos mas é raticida disfarçado de delícia, ou trigo roxo da Monsanto. O genocídio discreto é mais fácil, basta reinventar a guerra, escassez ou epidemia, distribuir fármacos letais, diversificar a exposição ao risco de morte, falências monetárias que propiciam a negligência médica, a fome, impedem o acesso a tratamentos médicos, vaticinam listas de espera, ou pura e simplesmente a morte por ostracismo político e social, inúmeras carências, o exílio, etc... A pena capital da máquina biopolítica é possibilitada por intermédio da segregação de mercado ao som do velho pífaro encantatório da evolução, que vai estabelecer a hierarquia do mais forte sobre o mais fraco. Foucault demonstrou claramente a identidade do nazismo como produto da filosofia biológica novecentista, a evolução das espécies. Darwin invadiu o imaginário da cultura com o seu aparato de conceitos hegelianos dualistas aplicados à regularização do monstro natural: noção hierárquica ao longo da ramificação evolutiva, luta pela sobrevivência entre os animais, e ainda a ideia ecológica colonialista, a segregação entre as espécies, etc... O evolucionismo fragmentou o campo biológico como seu bisturi dialéctico. Partindo desse facto, torna-se possível eliminar os coxos dessa corrida, matar agradavelmente os freaks por razões naturais, esquecendo que o cume evolutivo é outro precipício mortal. Por isso cada vez que somos confrontados com a monstruosidade, é segundo as regras do naturalismo evolucionista que somos obrigados a equaciona-la: os outros, as excêntricas impessoas, alimária da selva, fracos e malandros, incapazes de compreender a nossa certeza, famélicos aborígenes, feios porcos e maus, desempregados, imprestáveis, animais selvagens, em tudo ratos menos na forma de gente, são seres que perderam a corrida nesse grande jogo natural normativo. Mas e se o biólogo for o freak? Como eliminar esta representação patética e criminosa?Se é patológico o pensamento não parar, enquanto não obtém respostas para a nossa situação, então o André está enfermo, mas, peço por favor, não o curem. André não te deixes vacinar! Já sabes que a lógica das coisas não é a lógica das palavras. O que há a fazer é sempre exemplo criativo, questionamento reiterado, dúvida, até descortinar os indícios do crime, apesar da incerteza, convicção de que a ambiguidade é a origem da guerra conceptual, e a batalha conceptual é a criatividade pura, postura contra a impostura, ou melhor (para não cair em dualismos aristotélicos) uma postura que é impostura. Tudo isso é urgente porque já manifestamos os sintomas da peste: a extinção da inteligência, que não cresce no terreno estéril do entretenimento confortável, o ócio intelectual produtivo mas nada criativo, a invadir os acéfalos cheios de pensamentos de coisa nenhuma, burrocráticos e inermes. André está em palco, esse outro local incómodo do ser, mas espalha pelo ar o aroma de nitroglicerina etérea. A cogitação representativa imobiliza o pensamento na mimésis, tudo o que já foi pensado morreu, ou no fim de contas leva um tiro, porque foi fossilizado pelas palavras. É preciso transformar o pensamento em teatro. Sendo a realidade o fluxo (essa vitória constante do freak) ao representa-la estamos sempre a revelar o que já foi, a dar tiros falhados, e é por isso que o teatro se volta contra si mesmo e se dobra em duplipensamento, através de idiomas fluentes que escapam à voracidade. Quando ousarmos pensar o que será, podemos atingir não acertando, mas isso pouco importa.

                                                                                                                                                        kangosta vellha

kangosta vellha. comer, não ser comido, perpertuar-se





Comer, Não Ser Comido, Perpetuar-se



Tiraram-nos a Natureza e deram-nos a fome

E matam-nos com a fome.
Temos pouca esperança...
 A vida tornou-se em galeria de imaginação febril, de terror;
Criámos as garras que esculpimos
Nesta topografia relevante da estratégia evolutiva,
E é quando babamos pelas mandíbulas o nojo,
Dão-nos queijo em ratoeiras para nos enganarem na tortura.
A nossa cegueira encontra-se nestes periscópios orgânicos
Mutilada pela tristeza
Daqueles que sentimos falta.
Engravidámos nossas mulheres e nos esventrámos em corredores e filas,
Em listas de espera...
-Quando eu fôr grande, quero ser.. quero ter... quero fazer.
No supermercado enganaram-se em conta;
Tínhamos levado carne de vaca e a grande vaca da empregada afirmava que era carne de porco.
                                                                      

                                                                                        do livro "pretéritos imperfeitos" 2006 do autor

kangosta vellha. frank zappa



Frank Zappa


 
                                                                                                                              Infidelidades
- Fui-te infiel querida!...
                                        - Oh!
     - Desculpa, mil perdões...
- Não chorarei mais!...
- Larga-me!, Deixa-me!...
Uauuu!... AUHUAUAH!...

 Percorro os objectos de olhos deslizantes;
Esfrego-me neles, lentamente
E faço calmarias em fenos lânguidos.
Aqui encontro tudo o que possa existir.
Doem-me olhos cegos, mãos, pálpebras,
Garganta, tudo cego.
A guitarra geme de cegueira;
“Ride my face to Chicago”
Mais um cigarro!...
Mutilado está o som na cegueira da loucura.
 
                                                                       do livro "pretéritos imperfeitos" 2006 do autor

domingo, 9 de dezembro de 2012

kangosta vellha. construção em vermelho

FOR SALE PARA VENDA
TITLE: CONSTRUCTION IN RED
OIL ON CANVAS 70X95CM 2012
 
 

Um quadro idêntico a outros meus com variantes formais abstratas e com alterações de cor, em que o vermelho contrapõe um balançear atmosférico entre si no espaço e as outras cores, por exemplo os verdes, azuis e amarelos.
Um quadro para venda contacte: jlpinto65@gmail.com
telefone: 965244836

sábado, 8 de dezembro de 2012

kangosta vellha. bruxeles revenge

FOR SALE PARA VENDA
TITLE: BRUXELES REVENGE (SHAKING HANDS)
OIL ON CANVAS 35,5X47,5CM 2007



Esta pintura que gosto principalmente pelo assunto que retrata o quadro e que me surgiu aquando ouvia e lia o libreto de um cd dos radiohead (ok computer) e li para lá qualquer coisa relacionada com o facto dos deputados europeus e demais ministros dos nossos países passavam mais tempo a cumprimentarem-se mútuamente do que a resolver os nossos problemas, e o tema nunca esteve tão atual realmente; daí o título do quadro. A técnica foi aplicar areia colada sobre a tela e aplicar uma camada grossa de óleo para o fundo em cores claras, para preservar certas sombras dos personagens e claro, os personagens que não necessitavam de ser reconhecidos, surgem-nos como meros intervenintes teatrais abstratamente.

Para venda. O preço pode ser discutido. Contacte: jlpinto65@gmail.com
                                                                  telefone: 965244836

kangosta vellha. composição em azul

FOR SALE              PARA VENDA
TITLE: COMPOSITION ON BLUE
OIL ON WOOD  80X95CM     2012
 


Composição em azul é um quadro pintado entre setembro e outubro, contruido sobre uma base em madeira tratada em acrílico por inicio e pintado com óleo. Formado por um extenso número de quadrados multicolores em que a cor azul se sobrepõe pela sua agradável presença provoca um estado de bem estar ao observador e portanto um quadro alegre. Novamente um retângulo grande no interior do retângulo do próprio quadro se sobressai como leitura da sua formalidade. Um quadro belo no seu conjunto.

Para venda, o preço é discutivel. Contacte: jlpinto65@gmail.com
                                                      telefone: 965244836                    jose luis pinto

kangosta vellha. passar aqui, poema




Passar Aqui

 De um modo claro; a Anarquia.
De outro, fechado na escuridão, a passividade.
Nas paredes a doença manifesta-se...
Enquanto viajava cem anos antes
Por entre a tirania, desgostava a coerência
Na falta de tanta justiça.
Esta visão de culpa...
A eliminação do mal.
Água nas pedras suculentas,
Verdejante o céu;
A flauta de Pã.
O tambor, a cortina para que tudo corra depressa.
No cadafalso, a memória desespera...
Na vigília da noite;
E com o passar de séculos
o silêncio se tornará mais silencioso.
Reforma bem sucedida;
No poder a morte que é adiada...

                                                                                 do livro "pretéritos imperfeitos" 2006 do autor

kangosta vellha. filles of kilimanjaro, poema...





Filles Of Kilimanjaro

                                   

                                                                                     To Miles Davis

 
Deram-nos tempo para amar...
Ki  Sa, tempo para a vida.
Desesperamos entre viver e viver, aqui, soltos...
Entre A e Z colocaram-nos nome;
Ter Mulher e Filhos.
Rosa qual figura para tocar e sentir,
Os ramos desta Figueira tresloucada;
As Folhas verdes de néctar
Na língua sadia perfumam o instinto.
A clorofila que perfilha e desliza
Por entre veias que incham as madrugadas de carne,
São como os lençóis suaves que transbordamos em sonho;
A sexualidade sabe-nos a ameixas frescas,
Pendentes,
Virtuosos seios,
Violinos deslizantes em madeiras de âmbar
Deleitam o chocolate das bocas,
O salgado do mel.
Aqui temos ritmo ou sonambulismo...
Na quantificação do movimento que rasteja,
O Ouvido do tempo que surpreende a nostalgia do símbolo
No corpo marcado e os caminhos percorridos.
Um véu por sobre nós,
A cena translúcida,
Qual o teu rosto que não desvendamos
Em linhos brancos macios.
Nos sorrimos devagar,
Entre ecos do teu olhar,
Nas profundezas da tristeza 
E trepamos e trepamos...

                                                         do livro "pretéritos imperfeitos" 2006 do autor



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Kangosta Vellha. pintura para um amanhã

FOR SALE PARA VENDA
TITLE: INSIDE OUTSIDE
OIL ON WOOD 95X80CM 2012
 
 
 
Quadro do autor elaborado com os príncipios de já outras obras, esquemas sistémicos, uma aproximidade ao tempo presente com o conjunto no interior de quadrados pequenos fazem pensar em bitmaps de uma fotografia aumentada, o quadrado grande interior identifica-se e realça-se do restante conjunto, criando ao observador uma fuga para o meio dos quadrados mais pequenos.
 
O quadro está para venda e pode ser acordado um preço justo, uma boa oferta para o Natal.
contacto:jlpinto65@gmail.com
ou pelo tel:965244836
josé luis pinto
 

Kangosta Vellha. Solidão


 
 Solidão
 
 
Acordo com Mozart;
E adormeço como as feras, tranquilo e só.
Que me queiram em mim sóbrio e ameno do porvir
As mágoas de qualquer Bruxo.
(Transpira-se o Imortal desejo da palavra)
“-Foda-se! “
Já disse. Não posso voltar atrás, está dito e escrito.
E volto a dizer para má memória 
"-Que se foda..."
alto e bom som para me lembrar para sempre.
Coloco Mozart na vitrola
Satisfeito com todo o nada e com nada de todo tudo;
Perfilho a mascarada de assombro de morte
Que nestes jardins vagos tem o rosa da
Rosa que o cheiro tem.

                                                                                     do livro "pretéritos imperfeitos" 2006 do autor

Kangosta Vellha. Dave Matthews Band, one project...






              
                                                       


Dave Matthews Band (DMB) é uma banda norte-americana formada em Charlottesville, Virgínia em 1991, pelo cantor, compositor e guitarrista Dave Matthews. A banda é constituida pelo baixista Stefan Lessard; pelo, já falecido, LeRoi Moore, que tocava uma variedade de instrumentos de sopro indo do saxofone à flauta; violinista Boyd Tinsley; baterista Carter Beauford; e tecladista Peter Griesar. Todos conheceram Dave em Charlottesville. Desde 1998 até maio de 2008 a banda contou com a presença do teclista Butch Taylor durante as performances ao vivo e em 2005 começou a cooperar com o trompetista Rashawn Ross, embora ambos não estejam entre os membros oficiais do grupo. De acordo com a RIAA, Dave Matthews Band vendeu cerca de 31 milhões de cópias só nos Estados Unidos, colocando-os entre os 100 artistas mais comercializados do mundo da musica.
 
História
 
 Dave Matthews viveu na África do Sul até seus 10 anos de idade, quando seu pai faleceu devido a complicações da doença de Hodgkins. Sua família então mudou para Yorktown Heighs, Nova York mas aos 12 anos ele retorna à Africa do Sul onde permanece mudando de escola para escola, concentrando-se mais na música do que nos estudos. Após o colegial, Dave se estabelece em Charlottesville, Virgínia onde, incerto do que iria fazer, torna-se um conhecido e querido barman no Miller’s.
Em Novembro de 1990, David John Matthews trabalhava como barman no bar Miller´s, em Charlottesville, Virginia, onde se encontrou com o advogado Ross Hoffman, que possuía um estúdio de gravação. Matthews, apesar da sua superficial relutância em tocar ao vivo, foi convencido por Hoffman para concluir algumas das suas musica que estavam inacabadas e gravar um Demo.
Em 1991, depois de gravar «Recently», «The Song That Jane Likes», «I´ll Back You Up», e «The Best Of What´s Around», Dave Matthews contactou os musicos de jazz Carter Beauford e LeRoi Moore, para gravar um disco e começam a trabalhar juntos nos seus tempos livres.
 
Integrantes

 Músicos Convidados

Em suas turnês, a Dave Matthews Band frequentemente conta com músicos convidados.
 
Discografia
Discografia LiveTrax

Em 2004, a banda começou a vender álbuns de shows ao vivo chamados de Live Trax. A maioria deles não é vendida em lojas, mas sim no website da banda.
  • 2009 - 8.9.08 Alpine Valley Music Theatre - East Troy, WI
  • 2009 - 6.28.08 Nissan Pavilion - Bristow, VA
  • 2008 - Live Trax 2008 (EP apenas para download na iTunes Music Store dos Estados Unidos).
  • 2008 - 6.7.08 Busch Stadium - St. Louis, MO
  • 2008 - 5.5.95 L.B. Day Amphitheater - Salem, OR
  • 2008 - 8.29.00 Saratoga Performing Arts Center, Saratoga Springs, New York
  • 2007 - Pavilhão Atlântico, Lisbon, Portugal, May 25, 2007
  • 2007 - MGM Grand Garden Arena, Las Vegas, NV March 23-24, 2007
  • 2007 - 8.7.2004 Alpine Valley Music Theatre, East Troy, WI
  • 2006 - 12.31.1996 Hampton Coliseum, Hampton, VA
  • 2006 - 7.7.2006 - 7.8.2006 Fenway Park, Boston, MA
  • 2006 - 8.23.1995 Meadow Brook Music Festival, Rochester Hills, MI
  • 2005 - 4.30.96 Classic Amphitheatre, Richmond, VA
  • 2005 - 8.27.00 Meadows Music Theatre, Hartford, CT
  • 2004 - 9.12.2004 Golden Gate Park, San Francisco
  • 2004 - 12.8.98 Centrum, Worcester, MA
  Discografia DMBLive

Ao final de 2008, a banda começou a vender shows exclusivamente para download em seu site oficial. Estes abrangem não só shows da banda como também shows de Dave Matthews solo e com Tim Reynolds.
  • 2009 - Appalachian State University, Boone, North Carolina - March 29, 2003 - Dave Matthews e Tim Reynolds
  • 2009 - Warfield Theater, San Francisco, California - May 10, 1995 - Dave Matthews Band
  • 2009 - The Bayou, Washington, DC - April 10, 1993 - Dave Matthews Band
  • 2009 - Irving Plaza, New York, New York - March 26, 1994 - Dave Matthews Band
  • 2008 - Prism Coffeehouse, Charlottesville, Virginia - April 22, 1993 - Dave Matthews e Tim Reynolds
  • 2008 - Benaroya Hall, Seattle, Washington - October 24, 2002 - Dave Matthews
  • 2008 - Blue Note, Columbia, Missouri - October 22, 1994 - Dave Matthews Band
  • 2008 - Town Point Park, Norfolk, Virginia - April 26, 1994 - Dave Matthews Band
  • 2008 - China Club, New York, New York - January 9, 2004 - Dave Matthews
  Discografia Solo